Se você viveu a era de ouro da televisão brasileira — entre os anos 80 e 90 —, com certeza se lembra de um garoto prodígio que distribuía chutes e saltos acrobáticos com a desenvoltura de um mestre de kung fu, enquanto ajudava um policial durão a resolver crimes.
Essa memória não é um sonho febril da infância, mas sim a essência de O Pequeno Mestre, a série de TV americana que, sob o título original Sidekicks, conquistou o coração dos brasileiros. Longe de ser apenas mais uma série de ação, ela encapsula o charme, a inocência e o fascínio pelas artes marciais que definiram uma geração.
Nós, da TV Animada, somos especialistas em reviver essas preciosidades que moldaram nossa infância. Prepare-se para uma viagem no tempo! Vamos mergulhar na história de como essa dupla improvável surgiu, explorar o talento real do nosso pequeno mestre e, claro, desvendar o mistério por trás da sua curta, mas inesquecível, jornada.
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Quem Era O Pequeno Mestre? A Trama Completa de Sidekicks
O Pequeno Mestre nos apresentou a uma das duplas mais inusitadas e cativantes da TV de 1986. De um lado, tínhamos o Sargento Jake Rizzo (interpretado por Gil Gerard, famoso por Buck Rogers), um policial solteiro e pragmático, acostumado à rotina policial. Do outro, tínhamos Ernie (Ernie Reyes Jr.), um garoto de 12 anos, órfão de um colega policial de Jake e, surpreendentemente, um mestre em artes marciais.
A premissa era simples, mas o charme estava na execução. Jake adota Ernie e, de repente, se vê pai e parceiro de um prodígio marcial que usa seus talentos incríveis – e muitas vezes inapropriados para um garoto – para desmantelar bandidos.
A série equilibrava a ação coreografada com toques de comédia. Afinal, a convivência de um policial à moda antiga com um mestre-mirim que parecia flutuar e quebrar tijolos era uma fonte inesgotável de situações divertidas. A cada episódio, Ernie não era apenas um “ajudante” (o sidekick do título original); ele era a peça-chave, o diferencial que transformava uma investigação comum em uma aventura cheia de saltos, chutes e reflexos sobre-humanos.
A Dupla Improvável: Jake Rizzo e Ernie

A química entre Gil Gerard e Ernie Reyes Jr. era o motor da série. Jake Rizzo representava o adulto responsável, que tentava a todo custo manter a ordem, mas que, no fundo, se orgulhava e se divertia com as façanhas do seu protegido. Ernie, por sua vez, representava o sonho de toda criança da época: ter habilidades secretas para fazer o bem e, de quebra, impressionar os adultos.
O Fator Real: Por Que o Jovem Ernie Era Tão Convencente?
O que fazia o pequeno Ernie ser um mestre tão convincente nas telas era a pura autenticidade.
É um fato inusitado, mas Ernie Reyes Jr. não era apenas um ator que simulava lutar. Ele era um artista marcial de verdade!
Nascido em 1972, Ernie é filho de Ernie Reyes Sr., um mestre de artes marciais de renome e co-fundador da West Coast Demonstration Team. Com esse currículo em casa, o jovem Ernie começou a treinar praticamente antes de aprender a andar.
A autenticidade de seus movimentos elevou a série a um novo patamar, dando a O Pequeno Mestre uma credibilidade que muitas produções de ação da época não tinham. Não se tratava de cortes rápidos e dublês disfarçados; era o talento puro e genuíno de um garoto prodígio.
Após Sidekicks, a carreira de Ernie Reyes Jr. decolou, incluindo papéis notáveis em filmes como O Último Dragão (1985), o icônico mestre de skate Keno em As Tartarugas Ninja II: O Segredo do Ooze (1991), e participações em grandes produções de Hollywood.
Contexto Cultural: A Magia dos Anos 80 e o Boom das Artes Marciais na TV
Como nosso especialista em mídia Lucas Pereira adora ressaltar, a TV dos anos 80 soube como capitalizar em fenômenos culturais. O Pequeno Mestre chegou em um momento perfeito.
Após o sucesso estrondoso de Karate Kid (1984), que levou o fascínio pelas artes marciais ao mainstream ocidental, o público estava sedento por mais heróis que usassem chutes e golpes filosóficos para resolver problemas.
A série pegou a onda: um garoto fofo, um mentor adulto e o uso de uma disciplina milenar em situações modernas e urbanas. Era um tipo de entretenimento infanto-juvenil vibrante e positivo, totalmente alinhado com o espírito divertido e, às vezes, um pouco exagerado da década. Essa combinação criou um laço emocional poderoso que faz com que, até hoje, ao pensarmos na série, o coração dê aquele pulo nostálgico!
23 Episódios e um Mistério: Por Que O Pequeno Mestre Acabou Tão Cedo?
Uma das maiores curiosidades e, para muitos fãs, uma decepção, é o fato de que O Pequeno Mestre teve uma vida muito curta. A série foi ao ar em setembro de 1986 e teve apenas dez episódios antes de ser oficialmente cancelada.
Como fundadores da TV Animada, adoramos desvendar essas histórias de bastidores. O cancelamento precoce não foi por falta de qualidade ou de público, mas, como frequentemente acontece em Hollywood, foi uma vítima da concorrência brutal.
A série foi colocada em um horário de grande disputa nos EUA (o slot de sábado à noite), competindo diretamente com outros programas consolidados. Mesmo com as acrobacias de Ernie, a audiência não foi forte o suficiente para justificar a continuidade. É uma prova de que, na televisão, mesmo o maior talento marcial do mundo precisa de um empurrãozinho da programação certa!
Como Reviver a Memória: Onde Assistir O Pequeno Mestre (Sidekicks) Hoje?
Se você está sentindo aquela coceira da nostalgia e quer reassistir as aventuras do Sargento Rizzo e do pequeno Ernie, a missão pode ser um desafio de mestre!
Infelizmente, por não ter tido um grande sucesso comercial na época, Sidekicks nunca foi amplamente distribuído em plataformas de streaming atuais. A série não está disponível nos grandes catálogos como Netflix ou Prime Video.
A dica da TV Animada: Onde você pode encontrar esses 23 preciosos episódios?
- Canais Retrô: Fique de olho na programação de canais especializados em nostalgia, que ocasionalmente resgatam essas pérolas.
- Coleções e DVD: Versões em DVD (região americana) podem ser encontradas em lojas especializadas ou em mercados de colecionadores.
- Arquivos da Internet: A série possui uma comunidade forte de fãs que mantém os episódios disponíveis em plataformas de vídeo independentes, preservando essa parte da nossa história televisiva.
A TV Animada Agradece o Mestre!
O Pequeno Mestre pode ter tido apenas 23 episódios, mas seu legado de ação autêntica, coração e pura nostalgia vive na memória de quem cresceu vendo a série. É um clássico que une o fascínio pelas artes marciais com a beleza das amizades improváveis.
E agora, a melhor parte: queremos ouvir a sua memória! Qual é a cena ou o episódio de O Pequeno Mestre que mais te marcou? Qual série nostálgica você gostaria que a TV Animada revisitasse?
Acreditamos que a animação (e as séries que compartilham seu espírito) é uma forma de arte que conta histórias e cria laços. A TV Animada está aqui para celebrar essa arte, reviver as memórias e construir novas conexões.
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